O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças norte-americanas realizaram uma ofensiva militar contra a Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro foi capturado e retirado do país ao lado da esposa, Cília Flores. A declaração foi feita por Trump em publicação na rede Truth Social.
Segundo o líder norte-americano, a ação incluiu ataques a Caracas e foi conduzida por agentes de segurança dos EUA. Trump não mencionou vítimas e informou que mais detalhes sobre a operação serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília).
Pouco após o anúncio, o governo venezuelano reagiu com um comunicado oficial em que acusa os Estados Unidos de promoverem uma “agressão militar” contra o território nacional. A administração de Maduro declarou estado de emergência e convocou a mobilização de forças civis e militares em diferentes regiões do país.
De acordo com Caracas, os ataques teriam atingido áreas civis e militares da capital e também pontos nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. As autoridades venezuelanas classificaram a ação como uma violação da soberania nacional e pediram união interna para responder ao que chamaram de ofensiva estrangeira.
A escalada ocorre em meio a um período de tensão crescente entre os dois países. Nos últimos meses, Washington ampliou sanções e reforçou a presença militar no Caribe, alegando combate ao tráfico internacional de drogas. O governo dos EUA acusa Maduro de liderar o chamado Cartel de los Soles, organização classificada por autoridades norte-americanas como terrorista.
Apesar do endurecimento do discurso, Maduro havia sinalizado recentemente abertura para diálogo com Trump. Segundo o presidente venezuelano, um contato entre os dois ocorreu no fim de 2024, mas as tratativas não avançaram.
A repercussão internacional foi imediata. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, usou as redes sociais para alertar sobre bombardeios em Caracas e pediu uma reunião urgente da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU). O Irã também condenou a ação, afirmando que o ataque representa uma violação do direito internacional e da soberania venezuelana.
Até o momento, não há confirmação independente sobre a prisão de Maduro nem balanço oficial de danos ou vítimas. A situação segue em desenvolvimento.
Publicidade


